8 dicas para uma gestão fiscal eficiente

8 dicas para uma gestão fiscal eficiente

julho 19, 2021 0 Por admin

Confira alguns procedimentos e ações importantes para melhorar o controle das suas obrigações fiscais

Uma boa gestão fiscal é muito mais do que o controle de notas fiscais para evitar multas futuras. 

Ela é fundamental para administrar com precisão, ter um embasamento para decisões e, claro, não perder dinheiro.

Será que você faz uma gestão fiscal eficiente? Será que sabe, exatamente, o que é gestão fiscal? 

Dar atenção a isso é importante para manter a sua empresa legalizada, com todas as obrigações tributárias e pagamento de impostos em dia, e para manter a saúde financeira do seu negócio.  

Ao realizar essa gestão de forma inteligente, você consegue otimizar o seu tempo e tem mais segurança para desenvolver as suas atividades. Além disso, não precisa se preocupar com tantos aspectos burocráticos que tiram o sono de muitos empreendedores.

A seguir, vamos explicar um pouco mais sobre o que é gestão fiscal e apresentar algumas dicas de como fazer um planejamento fiscal eficiente.

O que é gestão fiscal

Gestão fiscal é o termo que se dá ao processo de gerenciamento e organização de uma série de ações que visam suprir as exigências correspondentes aos aspectos tributários da legislação.

Ela compreende iniciativas preventivas para o cumprimento correto das obrigações fiscais e tributárias das empresas, emissão de documentos fiscais, escrituração e entrega de declarações e informações ao Fisco.

As obrigações fiscais dividem-se em dois grupos, podendo ser tanto acessórias como principal:

  • Obrigação principal: refere-se à apuração e ao pagamento do tributo em si, podendo ser impostos, taxas e contribuições de melhoria.
  • Obrigações acessórias:  abrangem o dever administrativo que a empresa tem relacionada ao tributo, como a emissão de notas fiscais, escrituração destes documentos fiscais e entrega de uma série de declarações exigidas pelos órgãos fiscalizadores.

Portanto, entre as atribuições em uma boa gestão fiscal está, por exemplo, o recolhimento de impostos, a sustentabilidade financeira da empresa e o planejamento fiscal do negócio (utilização de benefícios, créditos fiscais, redução de tributos, etc.).

Será que a sua empresa realiza um gestão fiscal inteligente? Confira, a seguir, 8 dicas para aplicar no seu negócio.

1. Faça um planejamento tributário

Como quase todo mundo sabe, as obrigações tributárias e a evasão fiscal sempre coexistiram ao longo da história. Há uma permanente tensão entre a obrigação de pagar tributos e a tentativa de burlá-la por parte dos contribuintes.

Isso acontece devido ao peso dos impostos para o cidadão brasileiro. Segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), a carga fiscal em relação ao PIB do país representava 20,01% em 1988. Já no ano passado, esse índice foi de 31,64%.

Porém, sonegar impostos é crime. 

O planejamento tributário é feito, então, para prever e dispor de alternativas de redução da carga tributária suportada pela empresa, sempre em consonância com o ordenamento jurídico em vigor, ou seja, sem desrespeitar a lei.

Ele auxilia no cumprimento das obrigações fiscais e mantém a empresa em dia com o Fisco.

2. Mantenha sua documentação organizada 

Conservar seus documentos sempre organizados é, possivelmente, a tarefa que mais ajudará o setor de contabilidade da sua empresa. 

Para manter o seu negócio sempre em dia com o Fisco, a contabilidade vai precisar de diversos documentos mensalmente, trimestralmente ou anualmente. São eles notas fiscais emitidas, extratos bancários, recibos das plataformas de pagamento e muitos outros. 

Com a implementação do SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) a interação tributária entre Fisco e empresas passou a ser 100% digital, integrada e instantânea, promovendo um nível de fiscalização altíssimo e com margem mínima para erro na prestação de contas. 

Multas pesadas são aplicadas em caso de preenchimento incorreto, incompleto ou impreciso de formulários bem como da não apresentação de documentos, notas fiscais e comprovantes obrigatórios. 

Por isso, é preciso respeitar uma série de diretrizes legais que determinam o tempo de armazenamento mínimo para cada tipo de documento. 

Dessa forma, você evita ser penalizado em casos de fiscalização, não perde os prazos e a qualidade no trabalho é mantida.

Além disso, organizar os documentos fiscais do seu negócio também possibilita que as atividades sejam desenvolvidas com maior precisão, proporcionando maior produtividade e tornando o negócio mais competitivo. 

Então, acho que ficou claro que é essencial que você mantenha documentos relevantes em segurança e, de preferência, em um só lugar, para que nada se perca.

3. Escolha o regime tributário adequado

O regime de tributação é um sistema que estabelece a cobrança de impostos de cada empresa, de acordo com o montante da arrecadação, o porte, o tipo de atividade exercida, o faturamento etc.

No Brasil são três os tipos de regime tributário mais adotados: Lucro Real, Lucro Presumido e Simples Nacional. 

Escolher o regime de tributação ideal é essencial para a manutenção de qualquer CNPJ, já que ele influencia diretamente nos valores dos impostos a pagar.

Além de pesar no bolso, o enquadramento inadequado pode provocar problemas fiscais com a Receita Federal, em que autuações, multas e demais penalidades podem ser aplicadas. 

Para evitar que isso aconteça, é necessário que você tenha os principais pontos sobre os regimes tributário bem esclarecidos, como tipos de impostos pagos pela empresa, características de cada um dos regimes e outros aspectos.

4. Considere os impostos na precificação

Ao realizar a formação do preço do produto, o seu contador deve ser um importante aliado.

É crucial que ele levante todos os impostos (federais, estaduais e municipais) que podem incidir sobre o seu negócio e os artigos vendidos.

A importância de acrescentar esses custos no cálculo se dá pelo fato de que eles influenciam diretamente no faturamento e na lucratividade. 

Isso quer dizer que se essa etapa não for feita adequadamente, existe uma chance de que seus lucros sejam prejudicados e, no longo prazo, resulte em prejuízo nas operações.

5. Aproveite vantagens (incentivos e créditos) fiscais 

Incentivos fiscais são as medidas dos governos municipais, estaduais e federais que servem para isentar uma parte dos tributos que necessariamente, deveriam ser pagos por uma empresa. A contrapartida é que os valores poupados sejam investidos em projetos sociais, culturais e desportivos.

Ao aderir a algum incentivo fiscal, a empresa contribui com a sociedade ao mesmo tempo em que reduz a quantidade de impostos devido ao governo. 

Além disso, é possível que sua empresa tenha direito a receber isenções tributárias ou reduções de alíquotas, dependendo de fatores locais e legais. 

6. Projete o fluxo de caixa

Você sabe qual a previsão de vendas e recebimentos que sua empresa terá em caixa no próximo ano? Quais as previsões de pagamentos (despesas e custos)? Qual a disponibilidade financeira? Quanto há de recursos sobressalentes para investimentos? Qual vai ser a necessidade de capital de giro para manter a operação?

Bom, a projeção de fluxo de caixa deve te ajudar a responder essas questões.

Você deve saber que o fluxo de caixa é construído com base nas entradas e saídas de dinheiro que já aconteceram na empresa. Já a projeção de fluxo de caixa, tem a mesma estruturação, porém é a feito com base na estimativa de entradas e saídas de dinheiro que afetarão o caixa da empresa. Estas estimativas podem ser feitas de diversas formas, mas em geral consiste na análise de dados passados e projeções de cenários futuros.

O correto controle de fluxo de caixa, aliado a uma boa projeção de fluxo de caixa, mostra de forma direta e objetiva se a empresa terá dinheiro em caixa para saldar seus compromissos financeiros em um determinado período ou não.

7. Automatize processos fiscais

Trata-se do uso de sistemas que operam sem que seja necessária a intervenção humana. Ou seja, atividades e processos são realizados por robôs inteligentes que atuam de acordo com o modo que foram programados, mas corrigindo falhas e prevenindo erros.

A automação fiscal executa tarefas que se repetem na rotina do gestor ou que têm um valor agregado reduzido, mas precisam ser feitas. Logo, facilita muitos processos, tornando o empresário apto para desenvolver funções mais importantes e dentro do seu core business. 

8. Conte com serviço de contabilidade especializado

A legislação fiscal do Brasil é extremamente complexa. Diariamente, os entes tributantes da União, dos Estados e dos Municípios despejam leis, normas, regulamentos, decretos, atos normativos, instruções e outros textos sobre os contribuintes, compreendendo os quase cem tributos existentes no Brasil.

Algumas empresas procuram realizar esse controle fiscal por conta própria. Porém, com diversas outras atribuições e sem o conhecimento técnico necessário, o empresário ou seus funcionários podem deixar de recolher tributos por ignorar sua obrigatoriedade ou entregar escrituração incompleta/inconsistente por desconhecer seu preenchimento correto. 

Sinceramente, é melhor deixar que profissionais experientes naveguem por este mar turbulento que é a legislação tributária brasileira.

Longe de ser um luxo ou um gasto supérfluo, contratação de uma boa assessoria contábil é, na verdade, um investimento inteligente e um recurso importante para sobrevier ao massacrante cenário de obrigações fiscais vigente em nosso país e proteger a lucratividade da empresa. 

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Por Daniel Soares Coutinho – Contador e Sócio da Portal Assessoria Contábilhttp://portalassessoria.com.br/ | daniel@portalassessoria.com.br